* por Carlos Barros, cantor e compositor
O trabalho de @lucassanttana e @quitoribeiro sempre me chamou atenção. Estética e canções que promovem narrativas de Brasil e mundo que me seduzem desde que ouvi pela primeira vez.
No álbum “Sol da liberdade”, de @danielamercury, a faixa “Itapuã Ano 2000” traz o espírito de como vejo a Bahia contemporânea em suas matrizes e matizes na relação com o planeta.
“Afrolodumultimídia” foi gravada originalmente pela cantora @daudeoficial, no álbum “Daúde #2”, em 1997.
Ouço essa canção desde esse período, que coincide com meu tempo profissional na música popular.
Há uma gravação genial de Gil, lançada no álbum “It’s good to be alive”, com registros de estúdio não lançados oficialmente.
A letra propositiva e que encaminha a gente para o reconhecimento necessário do Atlântico Negro que somos já figurou em diversos shows meus e em formatos de banda bem diferentes.
Em 2008, no espetáculo “Cantiga vem do Céu”, ela estava no roteiro, com arranjo feito por @joaocampos02 e sua inventividade incrível, em que elementos acústicos dialogavam com a eletrônica bem aos moldes que gosto – sem fundamentalismos.
Em 2010, fomos pro estúdio, eu, ele e @pedro_ivo_araujo, com sua guitarra não menos inventiva e resolvemos construis uma faixa que acabou não sendo lançada na época.
Hoje, iniciando comemorações de meus 30 de trajetória na música (que completo em 2027), lanço essa leitura que fazemos de uma obra cuja beleza independe de nós.
“Afrolodumultimídia” é um olhar necessário sobre Salvador, o lugar de inovação histórica da cidade e a relação com as negritudes “pops” e ancestrais que a caracterizam.
Espero que gostem!
É nossa homenagem a essa música que ajudou a construir minhas narrativas sobre uma Bahia!
Ouça nas plataformas!
Carlos Barros em foto de Marcus Leone (divulgação)
“Atrás da tecnologia só não vai quem já morreu…”
https://www.instagram.com/p/DZS2zTpihcn/?igsh=MXF4b3NjM2RndnRkcA==
