A recente decisão do governo Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros expõe como medidas tributárias e comerciais — que deveriam ser pautadas por critérios técnicos e econômicos — acabam distorcidas por interesses políticos. Além de desproporcional, essa medida ignora a relevância real do Brasil no mercado americano e evidencia um uso indevido do comércio exterior como arma de intimidação.
Como advogada tributarista, vejo com preocupação quando políticas tarifárias são utilizadas para “punir” ou “envergonhar” governos ou líderes, porque, na prática, quem paga essa conta são as empresas e os trabalhadores de ambos os lados. Tarifas são, sim, um instrumento legítimo de política econômica — mas nunca devem ser tratadas como retaliação pessoal ou jogo de poder.
É justamente nesses momentos que a técnica deve prevalecer sobre a vaidade e a geopolítica sobre a ideologia. Que possamos discutir tarifas com seriedade e responsabilidade, sem perder de vista a democracia e os impactos reais sobre a sociedade.
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