O protótipo, que já está em fase de testes no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, aposta em estímulos elétricos e pode chegar ao SUS em até três anos.
A ciência brasileira acaba de dar um passo promissor e revolucionário na melhoria da qualidade de vida de quem convive com a doença de Parkinson. Pesquisadores do programa de Engenharia Biomédica da COPPE, braço da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram uma tecnologia de baixo custo capaz de reduzir ou até mesmo interromper os tremores característicos da doença. O dispositivo inovador aposta no uso de estímulos elétricos aplicados diretamente na pele do paciente, atuando de forma inteligente nos nervos periféricos para interferir nos sinais do sistema nervoso que desencadeiam os movimentos involuntários.
Como a tecnologia monitora e controla os movimentos na prática
Para garantir a máxima eficácia e precisão do tratamento, o sistema conta com um acompanhamento rigoroso. Durante os testes clínicos que já estão acontecendo com pacientes no Hospital Universitário, sensores registram em tempo real a intensidade dos tremores. Um acelerômetro entra em ação para captar cada detalhe dos movimentos das mãos, transformando esses dados instantaneamente em gráficos que mostram a frequência e a amplitude do tremor aos médicos. Esse nível de inovação abre uma janela de esperança gigantesca, representando uma alternativa real e acessível para milhares de pessoas que já não respondem tão bem aos tratamentos convencionais com medicamentos.
O futuro do dispositivo e suas múltiplas aplicações no SUS
O grande horizonte desenhado pelos pesquisadores é garantir que essa inovação seja prática e chegue diretamente à casa das pessoas. O objetivo da equipe agora é miniaturizar todo o sistema, transformando o protótipo em algo simples para o uso diário, possivelmente no formato de uma luva ou de uma pulseira confortável.
A expectativa é que a novidade possa ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) em um prazo de até três anos, mas o impacto da invenção promete ir muito além do Parkinson. Os cientistas já avaliam que a mesma tecnologia carrega um enorme potencial para auxiliar na reabilitação de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de poder ser utilizada no diagnóstico precoce da hanseníase e na análise profunda de diversas outras doenças neurológicas que afetam a sensibilidade. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
