Artista visual e escritora Gleciara Ramos promove visita guiada e contação de histórias no Museu de Arte da Bahia

 

Exposição ‘Iramaia e o Encontro das Águas’ segue em cartaz até dia 19 de julho e reúne instalação, livro e documentário no MAB

A artista visual e escritora Gleciara Ramos promoverá visitas guiadas com contação de histórias todos os domingos, às 15h, em um passeio pela exposição ‘Iramaia e o Encontro das Águas”, no Museu de Arte da Bahia (MAB), Corredor da Vitória, em Salvador. A artista dialogará acerca do seu processo criativo e os 13 contos inspirados nos mitos amazônicos sobre a lua.

A mostra é composta por instalações de bordados e tessituras, que inspiraram o livro de mesmo nome e o documentário sobre as cosmogonias, lugares e etnias da pesquisa pelos rios e lagos da Amazônia e Andes Peruanos, encerrando na Bahia. A entrada é gratuita.

“Este conhecimento construído e tecido ancestralmente, que fala profundamente com o corpo e nossas intuições, dialoga profundamente com a contemporaneidade, ao trazer bordados como uma tecnologia ancestral para dentro de museus, espaços de legitimação da arte. As tessituras constroem narrativas, contam histórias de avós, tataravós e mães ancestrais que têm a vida no centro das coletividades”, reflete Gleciara Ramos.

Livro | Iramaia e o Encontro das Águas possui dois livros em um: Jacy Waurá (Espelhos da Lua) e Jacy Epóma (Escutas da Lua). O nome ‘Iramaia’ significa Abelha Rainha em Tupi, símbolo da potência coletiva do feminino. Ela recolhe o suprassumo, as seivas das flores de toda floresta, permitindo a continuidade da vida, “tecendo” com seu corpo a sua casa.

Inspirada na frase “As fronteiras são feitas de medo?”, que faz parte de uma instalação da artista paulistana Eneri, exposta em Nova York, nos Estados Unidos, o ‘Encontro das Águas’ “é a ética da coragem que precisamos e tive como referência a frase da artista Eneri. A proposta é o acolhimento e o encontro entre as culturas originárias, maternas, reforçando uma fraternidade possível e real”, explica Gleciara Ramos.

Resultado de uma pesquisa de oito anos, entre 2018 e 2026, passando pela Amazônia, Bahia e Andes Peruanos, a artista contou com a parceria do cinegrafista e cineclubista Luís Sérgio Brito Nascimento, mais conhecido como Sérgio Zumby. “Começamos pesquisando os mitos da Lua, no Espelho da Lua, lago que foi a morada e o local ritualístico das Icamiabas, em Nhamundá, fronteira entre o Pará e Amazonas. No local ocorreu a grande batalha entre portugueses e espanhóis, que levou ao genocídio das mulheres guerreiras”, ressalta Gleciara.

Exposição | Na instalação, o público poderá conferir 13 contos bordados sobre a Lua, que posteriormente resultou em textos na forma de contos, que fazem parte de um dos livros, o Jacy Waurá. As sete instalações em bordados e tecituras intituladas ‘Roupas da Terra’ são malocas como peles fronteiriças de aconchego, entre o interno e o externo, portais tecidos à mão.

“São ferramentas, instrumentos carregados de subjetividade, escrituras de nossas cosmogonias, trazendo reflexões sobre as epistemes que envolvem os mitos presentes em nossa contemporaneidade e, também como atravessaram minha própria existência, e a técnica de bordado que aprendia com minhas mães ancestrais, resultando no livro Jacy Epóma”, relata a artista.

Documentário | A oitava instalação será uma videoinstalação, com exibição do documentário “Pachamama, a mãe do Tempo e Espaço, que nos ensina a tecer nossas Roupas da Terra”, imagens filmadas por Sérgio Zumby e editadas por Gleciara, a partir de pesquisas da Amazônia aos Andes.

Sobre a artista | Nascida no Rio de Janeiro (RJ), a artista visual, cineclubista e sindicalista Gleciara de Aguiar Ramos morou durante a infância em Tabatinga (AM) e em Vitória (ES). Em 1989, escolheu morar em Salvador (BA). Recentemente, retornou ao Amazonas, onde fez a pesquisa Espelhos da Lua, sobre os Mitos Originários da Lua. Formada pela Escola de Belas Artes na Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi professora substituta de Percepção Visual e Técnicas de Representação Gráficas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), de 2002 a 2004.

Autora do Livro “Nós Os Índios”, Edição Independente – 2000; Especialização em Arteterapia pelo Instituto Fênix de Humanidades, em Vitória, e cursando especialização em Arte Educação pela EBA/UFBA, em Salvador. Expôs estas instalações no Porto, em Portugal, em 2019 e apresentou o trabalho deste livro na 1ª Conferência Internacional de Tecnologias Sociais da Memória, Museu da Pessoa, em São Paulo. Aposentou-se como Analista Tributária da Receita Federal.

Mais informações no Youtube: @gleciararamos8388 | Instagram: @gleciara.ramos; @contosamazonicos | Facebook: Arados Ori | Email: [email protected]

*Serviço*

Visita guiada e contação de histórias com Gleciara Ramos sobre a exposição ‘Iramaia e o Encontro das Águas’

Quando: Todos os domingos, às 15h

Onde: Museu de Arte da Bahia (MAB) – Galeria Jardins, no Corredor da Vitória

Visitação: Até 19 de julho de 2026 (terça a domingo), 10h às 18h

Quanto: Entrada gratuita

Valor do livro: R$125,00

Créditos fotográficos: Ana Paula Nobre

_INFORMAÇÕES À IMPRENSA_

Assessoria de Imprensa

Ana Paula Nobre – SRTE/BA 3638

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Sobre Luzia Moraes 5132 Artigos
Luzia Moraes é produtora cultural, ativista humanitária e escritora, formada em Comunicação Social. Já produziu festivais gastronômicos, exposições de fotografia e artes plásticas, eventos em quase todo o Brasil. No exterior participou de projetos importantes em Portugal, Estados Unidos, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica. Em 2012, foi considerada pelo Portal GI (globo.com) como uma das mulheres de destaque no cenário cultural baiano. Desfilou como “destaque” no carro alegórico da escola de samba “Portela” no Rio de Janeiro, em homenagem à Bahia (2012) e em 2014 na escola Mocidade Alegre, em São Paulo, no 4 carro alegórico. No socioambiental já participou de campanhas importantes como: "Vote Cataratas do Iguaçu", "Dia da Amazônia", “Abrace a Vida”, “Maraú Social”, “Outubro Rosa”, “Instituto Sangue é Vida”, “Natal Sem Fome”, "Vermelho Bahia", *Perspectivas em Movimento*, “Carnaval Sem Fome”, "Balaio Verde" e ”Pedophilia No World”. Foi *madrinhas* durante dois anos da Campanha *Mc Dia Feliz* pela unidade McDonald's de Villas do Atlântico. Entre as muitas homenagens, Luzia virou nome de pratos de drinks em renomados e premiados bares e restaurantes de Salvador,
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