Causa animal de Presidente Prudente ganha força com atuação de protetoras e mobilização pela saúde e pelo bem-estar

 

Trabalho desenvolvido por lideranças e voluntários garante acolhimento a animais vulneráveis e também contribui para a saúde pública, a convivência social e a qualidade de vida da população

A proteção animal em Presidente Prudente é sustentada, principalmente, pelo trabalho contínuo de protetoras independentes, voluntários e organizações que transformaram a solidariedade em uma verdadeira rede de acolhimento. Diariamente, essas pessoas resgatam animais abandonados, oferecem alimentação, abrigo, cuidados veterinários e trabalham para encontrar famílias dispostas a realizar uma adoção responsável.

Entre as lideranças que atuam na defesa da causa estão Marta Cristina Nucci, presidente da Associação de Saúde, Trabalho, Ambiente e Educação, ASTAE, e Zety Ferraz, coordenadora da entidade e protetora animal há 15 anos. Juntas, elas defendem o fortalecimento da rede de proteção existente no município e uma maior integração entre voluntários, organizações, profissionais e serviços públicos.

Em artigo publicado sobre a realidade local, Marta e Zety destacam que muitas protetoras transformam as próprias casas e os lares de voluntários em espaços temporários de acolhimento. O objetivo é garantir segurança, alimentação, cuidados de saúde e afeto até que os animais possam ser encaminhados para famílias responsáveis.

“A luta das protetoras de Presidente Prudente é um ato de cidadania e de amor profundo à vida. Contudo, o amor não substitui o dever do Estado”, afirmam Marta Cristina Nucci e Zety Ferraz.

Além de representar uma ação de respeito aos animais, o trabalho realizado pelas protetoras possui relação direta com a saúde humana e com a organização dos espaços urbanos. Animais sem vacinação, atendimento veterinário ou condições adequadas de sobrevivência podem ficar mais expostos a doenças, acidentes, maus-tratos e situações que também afetam a comunidade.

Para Humberto Tobé, gestor de saúde pública e membro da equipe do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o cuidado com os animais precisa ser compreendido como parte de uma visão ampla de promoção da saúde. Medidas como vacinação, castração, identificação, atendimento veterinário preventivo e orientação aos tutores ajudam a proteger os animais e também contribuem para ambientes mais seguros e saudáveis para toda a população.

O contato responsável com os animais também pode favorecer o bem-estar emocional, fortalecer vínculos afetivos, reduzir a sensação de solidão e estimular sentimentos como empatia, responsabilidade e pertencimento. Ao mesmo tempo, quem dedica a vida aos resgates enfrenta uma rotina marcada por desgaste emocional, custos elevados, superlotação e dificuldades para atender a quantidade crescente de animais vulneráveis.

Por isso, o apoio às protetoras também representa uma forma de cuidar da saúde dessas mulheres e homens que convivem diariamente com casos de abandono, sofrimento e violência. A construção de uma rede organizada pode ajudar a dividir responsabilidades e evitar que toda a demanda fique concentrada em poucos voluntários.

Outro ponto defendido pelas lideranças locais é a importância da produção de dados sobre os animais domésticos e comunitários de Presidente Prudente. Conhecer a quantidade de animais, as regiões com maior número de abandonos e as principais necessidades existentes permite planejar ações mais eficientes de vacinação, castração, adoção, identificação e atendimento veterinário.

Entre as ferramentas disponíveis está o Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, o SinPatinhas, que possibilita a emissão gratuita de uma identificação digital com QR Code. O cadastro pode auxiliar na localização de animais perdidos e na construção de informações importantes para o desenvolvimento de ações de proteção e saúde.

A mobilização liderada por Marta Cristina Nucci, Zety Ferraz e pelas demais protetoras mostra que Presidente Prudente já possui uma rede comprometida e experiente. Fortalecer essa atuação significa reconhecer quem trabalha diariamente para salvar vidas, estimular a guarda responsável e construir uma cidade mais saudável, solidária e consciente.

Mais do que uma causa restrita aos animais, a proteção animal envolve saúde, educação, segurança, responsabilidade coletiva e bem-estar humano. Quando uma cidade cuida de seus animais, ela também demonstra como escolhe cuidar das pessoas e da própria comunidade. Podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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Sobre Luzia Moraes 5.555 Artigos
Luzia Moraes é produtora cultural, ativista humanitária e escritora, formada em Comunicação Social. Já produziu festivais gastronômicos, exposições de fotografia e artes plásticas, eventos em quase todo o Brasil. No exterior participou de projetos importantes em Portugal, Estados Unidos, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica. Em 2012, foi considerada pelo Portal GI (globo.com) como uma das mulheres de destaque no cenário cultural baiano. Desfilou como “destaque” no carro alegórico da escola de samba “Portela” no Rio de Janeiro, em homenagem à Bahia (2012) e em 2014 na escola Mocidade Alegre, em São Paulo, no 4 carro alegórico. No socioambiental já participou de campanhas importantes como: "Vote Cataratas do Iguaçu", "Dia da Amazônia", “Abrace a Vida”, “Maraú Social”, “Outubro Rosa”, “Instituto Sangue é Vida”, “Natal Sem Fome”, "Vermelho Bahia", *Perspectivas em Movimento*, “Carnaval Sem Fome”, "Balaio Verde" e ”Pedophilia No World”. Foi *madrinhas* durante dois anos da Campanha *Mc Dia Feliz* pela unidade McDonald's de Villas do Atlântico. Entre as muitas homenagens, Luzia virou nome de pratos de drinks em renomados e premiados bares e restaurantes de Salvador,
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