Dez anos da Iandé Photographie: fotografia brasileira na França

 

* Duda Tawil, de Clermont de l’Oise, texto e foto

Uma associação sem fins lucrativos apoia com profissionalismo e amor a fotografia brasileira na França há 10 anos. Assim é a Iandé!

Quando a publicitária mineira Gláucia Nogueira chegou na França em 2007, pouco se (ou)via sobre a fotografia brasileira na Europa, além dos grandes bastiões, geralmente cinco nomes consagrados internacionalmente.

Foi aí que um trabalho árduo, persistente e silencioso começava: era preciso traduzir para o francês e dar acesso e visibilidade a toda uma nova geração efervescente da fotografia brasileira contemporânea.

Muito antes das plataformas pós-pandemia, o Iandé – que significa “nós”, pronome inclusivo na língua tupi-guarani – surgia como ideia de coletivo aberto, reunindo e divulgando nomes como os de Shinji Nagabe, Ana Sabiá, Andrea Eichenberger, Ilana Bar, Felipe Fittipaldi, Daniel Marenco, Miguel Chikaoka, José Diniz, Ana Mendes, Lita Cerqueira, Eustáquio Neves, Isis Medeiros e tantes mais.

Muito próximo do Festival de Fotografia do Brasil, existe na alma desse importante agente catalisador o desejo de priorizar uma fotografia engajada, comprometida com o território, capaz de transcender e transformar.

O resultado é que hoje já há a consolidação dessas pontes criadas com os festivais de fotografia na França e as redes, instituições e galerias internacionais. “A proposta é continuar fomentando e incentivando trocas entre os dois países no que se refere ao eixo França-Brasil”, diz Gláucia, a apaixonada idealizadora, fundadora e diretora da Iandé.

A Associação Iandé é uma verdadeira ponte dos artistas criadores de fotografia entre o Brasil e a França!

Allez, tou.te.s!
Avante, todes!

Na foto: Gláucia Nogueira, à direita, com Nathalie Dran, a assessora de imprensa do Festival de Fotografia “Photaumnales”, na vernissagem de ontem no Parc du Chatellier em Clermont de l’Oise, no norte da França, com os jovens fotógrafos e artistas visuais brasileiros Shinji Nagabe, Carol Menegatti, Henrique Fujikawa e Gabriela Sá. Ao fundo, a exposição ao ar livre de parte da obra do grande fotógrafo francês Eugène Atget (1857-1927).

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Sobre Luzia Moraes 5.960 Artigos
Luzia Moraes é produtora cultural, ativista humanitária e escritora, formada em Comunicação Social. Já produziu festivais gastronômicos, exposições de fotografia e artes plásticas, eventos em quase todo o Brasil. No exterior participou de projetos importantes em Portugal, Estados Unidos, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica. Em 2012, foi considerada pelo Portal GI (globo.com) como uma das mulheres de destaque no cenário cultural baiano. Desfilou como “destaque” no carro alegórico da escola de samba “Portela” no Rio de Janeiro, em homenagem à Bahia (2012) e em 2014 na escola Mocidade Alegre, em São Paulo, no 4 carro alegórico. No socioambiental já participou de campanhas importantes como: "Vote Cataratas do Iguaçu", "Dia da Amazônia", “Abrace a Vida”, “Maraú Social”, “Outubro Rosa”, “Instituto Sangue é Vida”, “Natal Sem Fome”, "Vermelho Bahia", *Perspectivas em Movimento*, “Carnaval Sem Fome”, "Balaio Verde" e ”Pedophilia No World”. Foi *madrinhas* durante dois anos da Campanha *Mc Dia Feliz* pela unidade McDonald's de Villas do Atlântico. Entre as muitas homenagens, Luzia virou nome de pratos de drinks em renomados e premiados bares e restaurantes de Salvador,
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