Murilo: aos 14 anos, uma sanfona nas mãos e uma história de amor à cultura nordestina

Aos 14 anos, Murilo já traz consigo uma história que vai muito além das notas que consegue arrancar de sua sanfona. Natural de Lavras da Mangabeira, no Ceará, o jovem músico cresceu cercado por referências que ajudaram a despertar, ainda cedo, seu amor pela música, pela dança e pelas tradições nordestinas.

Sua relação com a música começou dentro de casa, muito antes de ele tocar seu primeiro instrumento. Seu avô, apaixonado por música e por dança, tinha o costume de reunir a família em momentos de alegria e confraternização. Dançava com as filhas, ensinava os netos a apreciar a música e mantinha viva, através desses encontros, uma tradição que atravessou gerações.

Foi nesse ambiente de afeto, convivência e cultura que Murilo começou a construir sua própria identidade musical.

Aos nove anos, recebeu sua primeira sanfona. Um sanfoneiro da cidade foi até ele para ensinar os primeiros passos, apresentando ao menino os caminhos iniciais daquele instrumento tão representativo da cultura nordestina.

Depois das primeiras orientações, Murilo passou a descobrir a sanfona praticamente sozinho.

E foi justamente dessa maneira intuitiva que começou a desenvolver uma de suas principais características: o ouvido musical.

A primeira música que conseguiu tirar na sanfona foi “Asa Branca”, uma das canções preferidas de seu avô. Mais do que aprender uma música, naquele momento Murilo parecia estabelecer uma ponte entre gerações. A sanfona passou a ser também uma forma de preservar lembranças, afetos e ensinamentos que recebeu dentro da própria família.

Desde então, o jovem sanfoneiro vem construindo seu repertório de uma maneira muito particular. Murilo escuta uma música, experimenta na sanfona, observa os sons e, pouco a pouco, descobre sozinho como reproduzi-los.

É na prática, na escuta e na persistência que ele vem desenvolvendo sua musicalidade.

Para quem tem apenas 14 anos, a capacidade de aprender dessa forma revela não apenas talento, mas também uma relação muito natural com a música. Murilo não se limita a tocar um instrumento: ele escuta, sente e procura compreender cada melodia à sua maneira.

Sua história também já ultrapassou os limites de sua cidade. O jovem teve a oportunidade de participar do programa “Sanfona do Brasil”, da TV Ceará, levando para a televisão um pouco de seu talento e mostrando sua ligação com a sanfona e com o forró.

A presença de Murilo em um espaço dedicado à sanfona representa também a força de uma cultura que continua sendo transmitida de geração em geração.

De seu avô, ele recebeu o exemplo de que a música também é uma forma de reunir pessoas. Aos nove anos, recebeu a sanfona. Hoje, aos 14, transforma o instrumento em uma extensão de sua própria história.

Talvez seja justamente aí que esteja a beleza de sua trajetória: Murilo ainda é muito jovem, mas já carrega consigo memórias de uma família, ensinamentos de uma geração e o som de uma cultura que aprendeu a amar desde menino.

Entre o passado que recebeu como herança e o futuro que ainda está começando a construir, Murilo segue com a sanfona nas mãos e a música no coração.

E, enquanto seus dedos percorrem o teclado da sanfona, uma história familiar também continua sendo contada — através do forró, da memória e da força da cultura nordestina.

Murilo tem apenas 14 anos. Mas sua música já carrega uma história.Se quiser, também posso transformar essa matéria em uma versão mais emocionante e poética, com a linguagem de uma coluna cultural assinada por você, incluindo um título mais marcante e uma abertura de impacto.

BALCÃO CULTURAL COM SILVANA FLOR

“Uma Dose de Arte e Cultura”

 

 

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Sobre Silvana Flor 15 Artigos
Natural de Passa e Fica, no Rio Grande do Norte, e residente em Barueri, São Paulo, Silvana Flor é poetisa, escritora, declamadora, contista, contadora de histórias e militante cultural. É sócia fundadora e 2ª Secretária da Associação Artística-Cultural Mãos que Tecem Histórias, sediada em Santa Catarina; sócia fundadora da Academia Serra-bentense e Região de Letras e Artes (ASLA-RN); sócia correspondente da Academia Corintiana de Letras, de Corintos, Minas Gerais; e integrante da Diretoria de Arte e Cultura da Acmqth.
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