VI ROMARIA DAS HISTÓRIAS VIRTUAL 2026 “DO BRASIL PARA O MUNDO, UMA GRANDE RODA DE VOZES, MEMÓRIAS E CULTURAS”

ROMARIA DAS HISTÓRIAS: UMA GRANDE RODA DE VOZES, CULTURAS E AFETOS QUE ATRAVESSA O BRASIL E O MUNDO

Da contação de histórias presencial à maior celebração virtual da narrativa, da leitura e da cultura

Há projetos que nascem de uma ideia. Há outros que nascem de um sonho. E existem aqueles que, alimentados pelo amor, pela persistência e pelo compromisso com a cultura, tornam-se verdadeiros movimentos de transformação.

A Romaria das Histórias pertence a essa última categoria.

Nascida do desejo de aproximar pessoas por meio da leitura literária, da oralidade e da contação de histórias, a Romaria das Histórias vem construindo, ao longo dos anos, uma trajetória extraordinária de expansão, acolhimento e valorização da diversidade cultural. O que começou como uma proposta presencial, inicialmente denominada Circuito Nacional de Romaria das Histórias, ganhou novos caminhos diante dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19 e encontrou no ambiente virtual não apenas uma alternativa, mas uma nova possibilidade de encontro.

Foi assim que a tecnologia passou a ser ponte.

Uma ponte capaz de aproximar sotaques, territórios, gerações, escritores, contadores de histórias, artistas, educadores, grupos culturais e amantes da literatura, fazendo com que histórias que poderiam permanecer restritas aos seus lugares de origem viajassem para muito além das fronteiras geográficas.

Uma romaria que aprendeu a atravessar fronteiras

A primeira experiência virtual, realizada em 2020, na cidade de João Pessoa, na Paraíba, mostrou que era possível transformar a distância em proximidade e a tela em espaço de encontro.

A partir daí, a Romaria cresceu de maneira impressionante.

Na I Edição Virtual, foram reunidos representantes de diferentes regiões brasileiras, alcançando 12 Estados. Em seguida, o projeto ampliou suas fronteiras e passou a receber também vozes internacionais.

Na III Edição Virtual Nacional e Internacional, a Romaria já contava com representantes de 15 Estados brasileiros, o Distrito Federal e três países: Peru, Cuba e Portugal. E o crescimento não parou.

Na IV Edição Virtual Nacional e Internacional, realizada em 2023, a dimensão do projeto tornou-se ainda mais grandiosa: foram 23 Estados brasileiros, o Distrito Federal e participantes de quatro países — Peru, Argentina, Cuba e Portugal.

A cada edição, a Romaria foi se tornando mais do que um evento.

Foi se transformando em uma verdadeira rede de afetos, saberes, memórias e culturas.

E, em 2025, a expansão alcançou uma dimensão ainda maior, reunindo participantes de praticamente todo o território brasileiro e ampliando sua presença internacional com representantes da Argentina, Bolívia, Colômbia e Peru, na América Latina; Cuba, na América Central; e Portugal, na Europa.

Uma verdadeira roda de histórias que já não cabe em um único estado, em uma única cidade ou mesmo em um único país.

O Brasil contado por muitas vozes

A grandeza da Romaria está também na capacidade de compreender que o Brasil não possui uma única voz.

O Brasil é feito de sotaques, sotaques que carregam histórias. É feito de cantigas, poemas, memórias, brincadeiras, lendas, ancestralidades, livros, experiências e modos diferentes de olhar para o mundo.

Por isso, ao longo de suas edições, a Romaria abriu espaço para temas como literatura infantojuvenil, haicais, músicas, poesias, prosas, ancestralidade, história, identidade, cidadania, inclusão, diversidade e oralidade.

E não se limitou à apresentação de histórias.

O projeto criou espaço para conversar sobre quem conta, quem escreve, quem lê, quem preserva a memória e quem transforma a cultura em instrumento de aproximação entre as pessoas.

Também trouxe homenagens e participações especiais de grandes nomes da literatura e da contação de histórias, valorizando trajetórias que ajudam a construir a história da leitura e da oralidade no Brasil e em outros países.

A Romaria mostrou que contar histórias é também preservar memórias, fortalecer identidades, estimular leitores e construir pontes entre o passado, o presente e o futuro.

Quando a tecnologia se transforma em território de encontro

Talvez uma das maiores contribuições da Romaria das Histórias tenha sido demonstrar que o ambiente virtual não precisa significar distância.

Pode significar encontro.

Pode significar oportunidade.

Pode significar inclusão.

Uma pessoa em Goiás pode ouvir uma história contada na Paraíba. Um contador de histórias do Nordeste pode dialogar com alguém de Minas Gerais. Uma poesia pode atravessar o oceano e chegar a Portugal. Uma memória peruana pode encontrar uma lembrança brasileira. Um escritor pode conversar com um grupo cultural de outra região sem precisar viajar milhares de quilômetros.

A tela deixa de ser apenas tela.

Ela se transforma em janela para o outro. E é justamente nessa capacidade de aproximar diferentes realidades que reside uma das maiores riquezas da Romaria.

GWAYA: onde a história encontra o compromisso com a cultura

Por trás dessa grande caminhada está também o trabalho do GWAYA — Grupo de Contadores de Histórias da Universidade Federal de Goiás, espaço de produção, pesquisa, formação e valorização da arte de contar histórias.

O GWAYA demonstra, por meio de sua trajetória, que a contação de histórias não é apenas entretenimento.

É arte.

É educação.

É memória.

É literatura.

É formação humana.

É cultura viva.

É uma maneira de fazer com que a palavra continue circulando e encontrando novos ouvidos e novos corações. E é impossível falar dessa trajetória sem destacar a dedicação de Edvânia Braz Teixeira Rodrigues, cuja atuação demonstra que grandes projetos culturais também são construídos com generosidade, persistência e amor.

Uma homenagem a Edvânia Braz. Parabenizar Edvânia Braz é reconhecer muito mais do que a realização de um evento. É reconhecer uma mulher que acredita na força da palavra, na importância da leitura, na potência da oralidade e na capacidade transformadora da cultura.

É reconhecer alguém que abriu portas para que outras pessoas pudessem entrar.

Que criou espaços para que outras vozes fossem ouvidas.

Que compreendeu que uma história contada com amor pode alcançar lugares que muitas vezes nem imaginamos. Sua dedicação à Romaria das Histórias revela uma grandeza que vai além dos números de participantes, dos estados alcançados ou dos países envolvidos. Porque o verdadeiro tamanho de um projeto cultural não se mede apenas pela quantidade de pessoas que participam.

Mede-se pelas vidas que ele toca.

Pelas memórias que ele preserva.

Pelos leitores que ele desperta.

Pelos artistas que ele incentiva.

Pelas amizades que ele constrói.

E pelos caminhos que continua abrindo.

Edvânia, sua caminhada nos lembra que quem conta uma história planta uma possibilidade.

E você, juntamente com todos que fazem parte dessa grande roda, vem plantando histórias por todo o Brasil e além das nossas fronteiras.

Uma romaria que não para de crescer

A cada edição, a Romaria das Histórias prova que cultura não tem fronteiras.

O projeto começou sonhando em chegar a diferentes Estados brasileiros.

Depois atravessou regiões.

Alcançou praticamente todo o território nacional.

Chegou ao Distrito Federal.

Atravessou fronteiras internacionais.

Chegou à América Latina, à América Central e à Europa.

E continua crescendo.

Essa expansão gigantesca é resultado de uma construção coletiva, feita por muitas mãos, muitos sotaques e muitos corações.

É uma verdadeira romaria contemporânea, em que os caminhantes não carregam apenas malas ou bandeiras: carregam livros, poemas, memórias, personagens, cantigas, histórias de vida e a vontade de compartilhar aquilo que cada povo tem de mais precioso.

Uma grande roda chamada Romaria

A Romaria das Histórias nos ensina que, quando uma história é compartilhada, ela deixa de pertencer somente a quem a contou. Passa a pertencer também a quem ouviu. E talvez seja justamente por isso que o projeto continue crescendo de maneira tão bonita. Porque ninguém sai de uma boa história exatamente como entrou.

Uma palavra pode despertar uma lembrança.

Um poema pode provocar uma emoção.

Um conto pode ensinar.

Uma memória pode aproximar.

Uma narrativa pode fazer alguém enxergar o mundo por outro ângulo.

E uma roda de histórias pode transformar desconhecidos em companheiros de caminhada.

Hoje, a Romaria das Histórias representa uma das mais bonitas demonstrações de que a arte de contar, ler e ouvir histórias continua viva — e que, quando existe amor pela cultura, não há distância capaz de impedir o encontro.

A live de encerramento da VI da Romaria das Histórias acontecerá no dia  01 de Outubro de 2026.

Trazendo como tema ” Fronteiras que se Abraçam — Povos, como vizinhos, unidos pelo desejo ancestral de contar e ouvir histórias”. Será um espetáculo de Arte e cultura, tudo será transmitido pelo canal do YouTube:

@tertuliadehistoriascomedvaniab

Que essa grande roda continue girando.

Que novos Estados cheguem.

Que novos países se aproximem.

Que novas vozes sejam descobertas.

Que novos contadores encontrem espaço. Que crianças, jovens, adultos e idosos continuem ouvindo, lendo, contando e recriando histórias.

E que a Romaria siga fazendo aquilo que sabe fazer tão bem: levar a palavra onde houver alguém disposto a escutá-la.

Parabéns, Edvânia Braz.

Parabéns ao GWAYA — Grupo de Contadores de Histórias da Universidade Federal de Goiás.

Parabéns a todos os contadores, escritores, artistas, mediadores, grupos, instituições e parceiros que fazem parte dessa caminhada.

A Romaria das Histórias cresceu porque encontrou pessoas dispostas a acreditar.

E hoje ela não é apenas uma romaria.

É uma grande celebração da palavra.

É uma ponte entre culturas.

É uma escola de afetos.

É um território de memória.É uma roda que abraça o Brasil e o mundo.E enquanto houver alguém contando uma história e alguém disposto a ouvi-la, a Romaria continuará caminhando.

BALCÃO CULTURAL COM SILVANA FLOR

“Uma Dose de Arte e Cultura ”

Edvânia Braz

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Sobre Silvana Flor 11 Artigos
Natural de Passa e Fica, no Rio Grande do Norte, e residente em Barueri, São Paulo, Silvana Flor é poetisa, escritora, declamadora, contista, contadora de histórias e militante cultural. É sócia fundadora e 2ª Secretária da Associação Artística-Cultural Mãos que Tecem Histórias, sediada em Santa Catarina; sócia fundadora da Academia Serra-bentense e Região de Letras e Artes (ASLA-RN); sócia correspondente da Academia Corintiana de Letras, de Corintos, Minas Gerais; e integrante da Diretoria de Arte e Cultura da Acmqth.
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