“MINHA IRMÃ, MINHA MÃE, MEU CAMINHO”: IVANZINHO PACAPUCO HOMENAGEIA DOINHA PRATA EM MOMENTO DE FÉ, ANCESTRALIDADE E GRATIDÃO

 

Entre música, memória, ancestralidade e afeto, Ivanzinho Pacapuco protagonizou uma emocionante homenagem à irmã Doinha Prata, durante as gravações de seu novo projeto no Studio Ori, da WR Discos, em Salvador. Percussionista, artista plástico, compositor, empresário, professor e CEO da Pacapuco Produções, Ivanzinho fez questão de reconhecer publicamente a importância da irmã em sua trajetória pessoal, artística e espiritual.

Jornalista, apresentadora, colunista, escritora e CEO dos programas EI!!! VC TÁ AÍ?! e da Rádio Doinha Prata FM Brasil, África, Portugal e Jamaica, Doinha Prata ocupa, na história de Ivanzinho, um lugar que ultrapassa os laços familiares. É irmã, referência, protetora, incentivadora e, como ele próprio define, sua mãe espiritual e lalorixá.

A homenagem resgatou lembranças da infância, especialmente dos tempos de escola no SESI, quando Ivanzinho enfrentava situações de bullying e encontrava na irmã proteção e companheirismo. Segundo ele, Doinha sempre foi uma mulher forte, independente e determinada, alguém que não esperava as oportunidades chegarem, mas ajudava a abrir os caminhos.

E foi justamente no campo da cultura que essa influência ganhou novos contornos. Ivanzinho recorda que foi Doinha quem o levou pela primeira vez ao Omolu Ylê, experiência que contribuiu para sua aproximação com o universo do Carnaval e da percussão, culminando posteriormente na oportunidade de assumir a direção de percussão de um bloco de Afoxé.

Uma história que começa na ancestralidade

A relação entre os dois, entretanto, está fincada em raízes ainda mais profundas. Filhos de Dona Joana, tendo como referência paterna Manuel Honório, babalorixá de um terreiro de Angola em Sete de Abril, os irmãos cresceram cercados pela espiritualidade, pela música, pelo canto, pela dança e pela ancestralidade.

Ivanzinho relembra a infância observando Doinha cantar e dançar no terreiro, carregando desde cedo uma força que, segundo ele, sempre fez parte de sua essência.

Com o passar dos anos, os caminhos de ambos tomaram diferentes direções. Mas, ao retornar, Doinha assumiu uma responsabilidade ainda maior: zelar pela ancestralidade, pelo terreiro e pela família, papel que consolidou, para Ivanzinho, sua condição de referência espiritual.

A voz que abriu os caminhos do projeto

A homenagem ganhou ainda mais força durante as gravações do novo trabalho de Ivanzinho, uma produção dedicada aos Orixás. Para ele, Doinha não poderia ocupar apenas o lugar de convidada: precisava estar na abertura dessa caminhada.

No Studio Ori, Doinha colocou sua voz em um cântico dedicado àquele que, dentro da tradição, representa a abertura dos caminhos. Para Ivanzinho, o momento carregou um simbolismo profundo: sua irmã, sua mãe espiritual e sua ancestralidade viva abrindo os caminhos de seu novo projeto musical.

“Doinha, você sempre me fez grande. E mais uma vez, você abriu o meu caminho. Minha gratidão é para a vida inteira”, declarou Ivanzinho.

Mais do que uma homenagem entre irmãos, o gesto representa o encontro entre memória, família, cultura, fé e ancestralidade, transformando a gravação em um momento de significado especial na trajetória do artista.

No projeto de Ivanzinho Pacapuco, cada voz carrega uma história. Mas a voz de Doinha Prata, para ele, carrega algo ainda maior: a força de quem esteve presente desde o começo e que, mais uma vez, foi chamada para abrir os caminhos de uma nova história.

@luziamoraes777

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Sobre Luzia Moraes 5.756 Artigos
Luzia Moraes é produtora cultural, ativista humanitária e escritora, formada em Comunicação Social. Já produziu festivais gastronômicos, exposições de fotografia e artes plásticas, eventos em quase todo o Brasil. No exterior participou de projetos importantes em Portugal, Estados Unidos, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica. Em 2012, foi considerada pelo Portal GI (globo.com) como uma das mulheres de destaque no cenário cultural baiano. Desfilou como “destaque” no carro alegórico da escola de samba “Portela” no Rio de Janeiro, em homenagem à Bahia (2012) e em 2014 na escola Mocidade Alegre, em São Paulo, no 4 carro alegórico. No socioambiental já participou de campanhas importantes como: "Vote Cataratas do Iguaçu", "Dia da Amazônia", “Abrace a Vida”, “Maraú Social”, “Outubro Rosa”, “Instituto Sangue é Vida”, “Natal Sem Fome”, "Vermelho Bahia", *Perspectivas em Movimento*, “Carnaval Sem Fome”, "Balaio Verde" e ”Pedophilia No World”. Foi *madrinhas* durante dois anos da Campanha *Mc Dia Feliz* pela unidade McDonald's de Villas do Atlântico. Entre as muitas homenagens, Luzia virou nome de pratos de drinks em renomados e premiados bares e restaurantes de Salvador,
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