Nova proposta de reforma da Previdência prevê idade mínima de 67 anos e sistema misto

 

Uma nova proposta de reforma da Previdência, coordenada pelo economista Paulo Tafner com apoio do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, será apresentada aos candidatos à Presidência da República. O projeto sugere uma mudança profunda nas regras de aposentadoria do INSS para conter o avanço dos gastos públicos provocado pelo envelhecimento populacional. Segundo estimativas publicadas pela Folha de S.Paulo, sem alterações, as despesas previdenciárias poderiam saltar dos atuais 8% para 17% do PIB até 2100, enquanto a reformulação visa estabilizar esse custo em cerca de 10% do PIB até o fim do século.
O ponto central da proposta é a fixação de uma idade mínima de 67 anos para homens e mulheres, tanto no meio urbano quanto no rural, com uma transição gradual que eleva a idade em seis meses por ano. Para compensar a equiparação entre gêneros, o texto concede às mães um bônus de 1,5 ano no tempo de contribuição por filho, limitado a cinco filhos. Além disso, prevê-se um gatilho automático que aumenta a idade mínima em quatro meses a cada ano somado à expectativa de vida nacional. A regra valeria integralmente para quem tem até 24 anos, enquanto trabalhadores de 50 anos ou mais seguiriam no modelo atual e a faixa entre 25 e 49 anos entraria em um regime intermediário.

A reformulação também propõe a substituição progressiva do modelo tradicional de repartição por um sistema misto, dividindo as contribuições entre capitalização individual e contas nocionais geridas pelo próprio INSS. Os autores do estudo já elaboraram uma minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para embasar a futura tramitação das mudanças no Congresso Nacional.

Conclusão

A nova proposta de reforma da Previdência recoloca no centro do debate econômico os desafios estruturais impostos pela transição demográfica brasileira. Ao propor medidas duras — como a elevação da idade mínima, gatilhos associados à longevidade e a transição para um modelo de capitalização —, o texto busca garantir a sustentabilidade fiscal do país no longo prazo. Por outro lado, o projeto antecipa intensas discussões políticas e sociais, devendo exigir do próximo governo um delicado equilíbrio entre o rigor de contas públicas e a proteção da renda dos trabalhadores. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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Sobre Luzia Moraes 5.756 Artigos
Luzia Moraes é produtora cultural, ativista humanitária e escritora, formada em Comunicação Social. Já produziu festivais gastronômicos, exposições de fotografia e artes plásticas, eventos em quase todo o Brasil. No exterior participou de projetos importantes em Portugal, Estados Unidos, França, Suíça, Áustria, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica. Em 2012, foi considerada pelo Portal GI (globo.com) como uma das mulheres de destaque no cenário cultural baiano. Desfilou como “destaque” no carro alegórico da escola de samba “Portela” no Rio de Janeiro, em homenagem à Bahia (2012) e em 2014 na escola Mocidade Alegre, em São Paulo, no 4 carro alegórico. No socioambiental já participou de campanhas importantes como: "Vote Cataratas do Iguaçu", "Dia da Amazônia", “Abrace a Vida”, “Maraú Social”, “Outubro Rosa”, “Instituto Sangue é Vida”, “Natal Sem Fome”, "Vermelho Bahia", *Perspectivas em Movimento*, “Carnaval Sem Fome”, "Balaio Verde" e ”Pedophilia No World”. Foi *madrinhas* durante dois anos da Campanha *Mc Dia Feliz* pela unidade McDonald's de Villas do Atlântico. Entre as muitas homenagens, Luzia virou nome de pratos de drinks em renomados e premiados bares e restaurantes de Salvador,
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